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Como funciona a Reality TV: a verdade por trás da apelação do freio e das batidas encenadas

Eu não vou mentir. Tenho um pouquinho de fama no meu espelho retrovisor. Alguns anos atrás, minha casa foi escolhida para “Curb Appeal: The Block” da HGTV. Durante sete dias, os cinegrafistas me seguiram como cães de caça. Eles capturaram cada movimento meu. Cada piada. Cada olhar nervoso.

Não sou um membro da indústria. Sou apenas uma proprietária de uma casa com uma equipe de filmagem na entrada de sua garagem. Mas eu sei como é feita essa salsicha. Eu vi as engrenagens girarem. Não é mágica. É um plano.

O projeto antes do golpe do martelo

Os produtores não aparecem apenas com lentes. Eles chegam com uma espécie de roteiro. Para o meu episódio, o apresentador John Gidding já havia esboçado as reformas. Ele sabia o que queria fazer antes de pisar no meu gramado.

O show também lidou com o trabalho pesado. Eles encontraram subcontratados. Eles garantiram licenças. Eles construíram um cronograma rígido o suficiente para cortar vidro. Depois reservaram uma semana para consertar o que chamavam de minha casa “dilapidada e chata”. Eles queriam adicionar “o charme tão necessário”.

Eu não estava exatamente pronto. No primeiro dia, a operadora de câmera Caryn Johnson (agora uma amiga, felizmente) me filmou em frente ao meu bangalô colorido. Eu parecia entediado. Desagradável. Eu disse a ela, direto para a lente, que ter um “homem doce” como John no quintal “vai aumentar minha credibilidade no bairro, com certeza”.

Não julgue. Eu estava nervoso.

A Arte da “Batida”

Os produtores tinham um arco em mente. Eles sabiam onde o episódio precisava ir. Mas eles não esperaram apenas que a vida acontecesse. Eles encenaram cenas.

Na indústria, isso é chamado de “beats”.

Aproveite o momento em que John revelou seus esboços. Parecia espontâneo. Eu estava sentado na minha varanda da frente. Eu estava tocando violão. Olhei para cima, fingindo surpresa quando John “simplesmente passou” por ali.

Foi encenado.

Mas aqui está o problema. Nunca foi planejado. Não recebi falas para memorizar. Me deram uma situação. Minha reação tinha que ser real.

As “batidas” variam de acordo com o programa. “Curb Appeal” manteve-o relativamente honesto. Outros reality shows? Nem tanto. Eles se aprofundam na falsificação. Eles fabricam conflitos. Eles encenam interações que parecem orgânicas, mas são totalmente vazias.

Vox Pops e Confessionários

Depois, há as cabeças falantes. As entrevistas.

Minha cinegrafista Caryn os chamou de algumas coisas. “Candidatos.” “OTFs” (on-the-fly). Ou “VOX POPs” (vox populi). Em latim significa “a voz do povo”.

Não eram apenas conversas. Discutimos o progresso. Conversamos sobre detalhes técnicos. Dividimos o processo de construção para o público.

Alguns programas, como “The Real World”, da MTV, vão além. Eles criam confessionários. Parecem vídeos auto-gravados. Os membros do elenco sentam-se em uma cabine. Eles apertam um botão. Eles falam sobre seus sentimentos.

É um truque.

Muitas vezes, um produtor está ali. Fora da câmera. Liderando a discussão. Fazendo as perguntas. Moldando a narrativa. A câmera está em uma área privada, claro. Mas o controle é absoluto.

É real?

Para mim, foi ótimo. A tripulação tinha os pés no chão. Os anfitriões foram legais. A edição final realmente correspondeu ao que aconteceu. Parecia justo.

Mas nem todos os programas são tão limpos.

Reality TV é uma realidade construída. É um reflexo no espelho de uma casa de diversões. O vidro é real. A imagem está distorcida.

Se você quiser saber como funciona a ilusão. Como eles fazem você acreditar que tudo está acontecendo por acidente. Continue procurando. A próxima página contém o resto do segredo.

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