O Oscar de melhor diretor já percorreu um longo caminho desde 1929. Naquela época, a corrida era dividida em duas categorias distintas: drama e comédia (ou comédia-drama, como eram chamados na época). Só mais tarde a indústria decidiu combinar essas categorias em um único concurso. Ao mesmo tempo, as regras mudaram. Para se qualificar agora, um filme geralmente deve ser lançado no ano anterior à cerimônia.
Aqueles primeiros dias foram dominados por homens brancos. A indústria não estava exatamente aberta. Mas a paisagem mudou. Não durante a noite. Mas visivelmente.
Kathryn Bigelow fez história em 2010. Ela se tornou a primeira mulher a ganhar o Oscar de melhor diretor por The Hurt Locker. Durante décadas, nenhuma cineasta levou para casa o ouro. Depois, há Ang Lee. Ele venceu em 2006 por Brokeback Mountain. Ele foi o primeiro diretor negro a ganhar o prêmio. Essa vitória sinalizou uma mudança, mesmo que o caminho a seguir permanecesse íngreme.
Mais recentemente, Chloé Zhao quebrou outra barreira. Em 2021, ela venceu por Nomadland. Ela é a primeira mulher negra a ganhar o Oscar de melhor diretor. Sua vitória destaca um reconhecimento crescente de diversos cineastas e histórias. Isso contrasta fortemente com as eras anteriores da indústria.
Esses marcos são importantes. Eles mostram progresso. Mas também destacam o quão longe a Academia ainda tem que ir. O prêmio agora reflete uma gama mais ampla de vozes. Pelo menos nos últimos anos.























